«VASSOURADA NISTO»
domingo, 4 de março de 2007

«Vassourada nisto». Foi com esta palavra de ordem, entre outras que vários adeptos da Académica e membros da claque Mancha Negra se dirigiram à Direcção da Instituição no final do jogo de hoje.
Já na véspera a claque esteve em vias de exercer o protesto junto do hotel onde estava concentrada a equipa e a Direcção, acabando por não o fazer para salvaguardar a tranquilidade e concentração dos jogadores para este jogo tão importante.
Na génese da insatisfação e desta reacção por parte dos adeptos está a forma como está a ser gerido o clube administrativamente e financeiramente. A ‘gota de água’ que espoletou a situação foi a forma como foi conduzida da renovação de Dame, em que o jogador terá alegadamente sido enganado pelo Vice-presidente Luís Godinho que terá juntado uma proposta de renovação ao jogador no meio dos papeis do leasing de aquisição de uma viatura que Dame pediu no stand de que Luís Godinho é co-proprietário.
Dame, que termina contrato no final da temporada, ameaça sair a custo 0, à imagem do que sucedeu com o jogador Fábio Felício, com o qual a Direcção também alegara uma cláusula de opção de 2 anos vendo o jogador sair no final da época sem ver qualquer verba de retorno com a sua transferência.
O senegalês é visto como um grande activo para o futuro e um dos mais valiosos da equipa, daí que tenha havido um enorme descontentamento por parte dos adeptos na Madeira que procuraram, junto da Direcção, esclarecimentos sobre o caso e os ânimos aqueceram.
No calor da discussão, pediu-se a demissão da Direcção encabeçada por José Eduardo Simões e a demissão do Vice-presidente Luís Godinho.
Os adeptos presentes exigiram ainda uma Assembleia Geral extraordinária para discutir este e outros assuntos da actualidade académica, pois consideram que a situação atingiu um ponto extremo e que uma posição de força e imediata tem de ser tomada.
(mais desenvolvimentos nos próximos momentos)
Etiquetas: adeptos, Dame N'Doye, demissão, madeira, mancha negra, vassourada
Autor: Libelinha » COMENTE: |
Aprender com os erros! Olhar em frente
sábado, 3 de março de 2007

Antes de mais, cabe-me pedir desculpa aos nossos leitores por não ter realizado a crónica do jogo de Alvalade. Por motivos de saúde foi-me impossível realizar a mesma e até qualquer outro post desde quarta-feira.
Sporting 2 – 1 Académica
A culpa não morre solteira, mas não se pode apenas apontar um culpado. Na realidade houve vários factores que contribuíram para o desaire.
Compreendo que Manuel Machado tenha apostado num sistema de ataque com 3 homens na frente. Não o posso culpar por ter tido coragem de querer ganhar o jogo e surpreender o Sporting. Mas o recurso a uma táctica na qual os jogadores estão pouco rotinados como é esta tem o seu preço, e o preço foram os dois golos sofridos em 10 minutos.
Admiro, admito, tacticamente Manuel Machado. O sistema de 3 centrais com (Káká, Danilo, Litos) permitiam a criação de uma segunda linha intermédia onde Lino e Paulo Sérgio fechavam os flancos e Roberto Brum ocupava o miolo. Neste sistema, quando a bola é colocada em profundidade nas costas de um dos laterais, permite que o central mais próximo derive para a lateral para impedir o cruzamento, enquanto o central do lado oposto flecte para o centro para manter dois centrais na marcação na área.
É este jogo táctico de compensações que se pretende com este sistema, e foi precisamente isso que não aconteceu na defesa… Nos dois golos, a bola foi endereçada para as costas do Lino sem que o central mais à esquerda fechasse no portador da bola. O cruzamento parte para Liedson que se encontra completamente à vontade para marcar perante o olhar dos 3 centrais. Não houve a rotatividade das compensações nem a marcação os homens livres.
Falhou a táctica, ao permitir todo o espaço e tempo ao sector de construção de jogo do Sporting. João Moutinho não teve, quase o jogo todo, qualquer tipo de marcação, podendo planear, driblar e efectuar todos os passes que pensou para a manobra ofensiva dos leões. Brum esteve sempre a marcar Yannick.
A intenção de Manuel Machado era boa, mas não resultou por falta de concentração/rotina dos seus jogadores. No entanto, para um jogo desta importância seria mais aconselhável a jogar num sistema mais confortável, mais rotinado mas com homens mais rápidos para tentar explorar o ataque. Falhou ainda Manuel Machado ao permitir tanto espaço ao sector criativo do Sporting. João Moutinho, que completou 2 anos desde a sua estreia nos leões não podia pedir mais. Teve todo o espaço e tempo para dar largas ao seu talento.
Serviu esta triste eliminação para mostrar que:
-Lino, com um companheiro nas costas rende muitíssimo mais e o flanco ganha outra dinâmica. Vinha e Lino enquanto fizeram a linha foram os responsáveis pelo melhor período dos estudantes.
-Nestor tem mais capacidade ofensiva e de jogo nos pés que Gyano.
-Alexandre é indiscutível no 11. Os dois trincos são o garante de mais posse de bola que Filipe Teixeira e Dame necessitam para criar o ataque.
Compreende-se, já o disse, a coragem de Machado em ir a Alvalade tentar ganhar o jogo, mas foi gritante a falta de trabalho preparatório nesse sentido. Todos os movimentos que se esperam mecânicos neste ambicioso e exigente sistema falharam estrondosamente.
Há culpas para Manuel Machado, mas também há culpas para alguns jogadores, que entraram a medo, nervosos e acima de tudo desconcentrados. Com o tempo a equipa foi indo ao sítio mas o mal já estava feito e a missão era agora praticamente impossível.
Apesar disso, considero não haver justificação alguma para as palavras do Presidente ao intervalo e no seu reforço ao final. Mesmo que pense isso, não tem que o exteriorizar dessa maneira. Não se atira o orgulho e a auto-estima de uma equipa para a lama desta maneira, nem tão pouco é assim que se inspira ou se motiva um colectivo. Esteve bem, Manuel Machado em não comentar as afirmações do Presidente. Fazê-lo, seria perder um balneário e agudizar a crise de confiança que grassa nalguns jogadores.
A comitiva seguiu para a Madeira na madrugada de quinta para sexta onde já se encontra a estagiar. O Objectivo Taça Uefa caiu por terra com a eliminação da Taça. Manuel Machado estará por esta altura, certamente, mais preocupado em reabilitar psicologicamente os seus pupilos para a partida que se avizinha do que em trabalhar qualquer situação táctica de construção ou adaptação ao adversário de amanhã. Espera-se, portanto, um 11 tipo, ficando as dúvidas para quem será o ponta-de-lança, sabendo-se que Joeano apenas regressa frente ao Paços.
Na Choupana, só uma Académica de raça, fibra e espírito de sacrifício podem suplantar o Nacional, que a jogar em casa é praticamente invicto. Há, no entanto que acreditar e procurar a vitória ou pontuar, para se continuar a ver à distância o fundo da tabela (a 6 pontos).
O jogo é Domingo às 16 horas e tem transmissão nos 107.9FM ou
aquiEtiquetas: choupana, liedson, madeira, Nacional, Sporting, tactica
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